domingo, 9 de março de 2014
Cancelamento das aulas de 10.03 e 11.03
Prezad@s,
Como avisei, vamos ter que cancelar nossas aulas dessa semana, pois ainda estou esperando a confirmação da reunião proposta pelo comitê estadual do que faço parte. Olhando para nosso calendário, noto que ainda estamos com bastante tempo, mas espero que mais imprevistos não acontecem!
Peço que vocês adiantam, nessa semana, com a leitura dos capítulos de Princípios da Antropologia. Tentam avançar até capítulo 7, se puderem.
Enquanto isto, porém, nessa semana passada, saiu algumas informações bastante interessantes sobre as ligações genéticas entre homo sapiens moderno e homo neanderthalensis. Aparentemente, houve uma migração para dentro da Áfricaun 2000-3000 anos atrás, que levaram os genes neanderthais para as populações do sul daquele continente.
Antes, era entendido que as populações africanas subsaarianas não tinham esses genes e, então, eram "puramente" homo sapiens moderno, pelo menos até os tempos modernos. Agora sabemos que isto não é o caso: as migrações para dentro de África já levaram esses genes para o continente antes dos europeus chegaram.
Ou seja, mais uma prova da união genética da espécie humana!
Pode ler a história aqui. Quem quer fazer um resumo das informações (2 páginas, no máximo) para nossa própria aula, ganhará pontos de crédito extra.
Porque não falei sobre isto no e-mail que estou te mandando? Simples: quero ver que está acordado e prestando atenção nesse blog, pelo menos ocasionalmente, como pedi no início de nosso semestre. ;)
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
1.2014, Ementa de Estudos Sócio-Antropológicos
Estudos Sócio-Antropológicos
Prof. Thaddeus Gregory Blanchette
2014- 1
Terças, 17-21:30, Polo Barreto
O
curso busca apresentar o campo dos estudos de sociologia e antropologia para os
alunos do curso de biologia. Entre os tópicos estudados serão: A seleção
natural e a mente humana. O conceito do superorgânico na Antropologia. A
construção da visão do sociocultural e a gênese do pensamento
socio-antropológico: evolucionismo, colonialismo, urbanismo e capitalismo
(hegemonia do pensamento positivista). Evolução social e materialismo. Marx,
Durkheim e Weber: as bases clássicas do pensamento sociológico. De raça a
cultura: Galton, Spencer, Tylor e Boas. O método etnográfico: a construção do
outro primitivo. Etnocentrismo e relativismo cultural. Fundamentos históricos
da formação sócio-cultural brasileira; Formas de desigualdade e discriminação
no Brasil: raça e etnia; gênero; classe. A pluralidade sóciocultural
brasileira: algumas expressões.
Notas: 25%, participação na
aula, 50% provas na aula, 25% trabalhos de pesquisa independente.
Evolução e a Natureza Humana.
Leituras: Haviland, et al. Princípios da Antropologia. Capítulos 3,
4, 5, 6
Lévi-Strauss, Claude. “Natureza
e cultura”.
Os
fundamentos da sociologia
Leituras: Quintaneiro, T. et al. Um Toque dos Clássicos
Antropologia
e Cultura.
Leituras: Laraia, Roque. Cultura
Gould, S. J.
“Introdução”, A Falsa Medida do Homem
Mauss, Marcel. “A expressão obrigatória dos
sentimentos
Regras para trabalhos
escritos
Os trabalhos devem ter entre 3 e
5 páginas (de texto, sem contar a bibliografia e a página de capa),
fonte Times New Roman 12, espaço um e meia. Todas as normas
universitárias referentes a plágio e referências bibliográficas
devem ser seguidas.
Se eu encontrar qualquer
evidências de plágio, o texto será marcado com uma nota de 0.
Como evitar o plágio?
Atribuições devem ser incluídas no texto cada vez que você cita
as palavras de outro autor ou use as idéias de outro autor – isto
inclui citações da internet. Nota-se que você nunca pode fazer
atribuições demais e o uso correto de atribuições é sua única
defesa contra acusações de plágio.
Como fazer uma atribuição?
Simples: cita a fonte, em parênteses, logo após do material em
questão. Assim: (SOBRENOME DE AUTOR, data de publicação: página
de onde retirou o material). Então, se você quer citar, por exemplo
o Frederik Barth sobre a etnicidade, a atribuição correta seria
(BARTH, 2000: pagina tal). Se a idéia do autor é geral, só cita
seu nome e a data. Se você não tem a data de publicação da obra,
isto pode ser facilmente encontrada na internet, buscando pelo
título. Em última instância, você pode usar “s/d” (que indica
“sem data”).
Como fazer a citação?
Citações diretas devem aparecer entre aspas e devem ser
apresentados por você, o autor do texto. Tipo assim: O antropólogo
Thaddeus Blanchette tem uma opinião importante sobre o plágio. Ele
afirma que “você nunca pode fazer atribuições demais”
(BLANCHETTE, 2011). Se a citação for maior que uma ou duas
sentenças, deve indicar isto recuando o texto 5 centímetros,
reduzindo ele a tamanho 11, e o colocando em espaço simples. Assim:
Como evitar o plágio?
Atribuições devem ser incluídas no texto cada vez que você cita
as palavras de outro autor ou use as idéias de outro autor – isto
inclui citações da internet. Nota-se que você nunca pode fazer
atribuições demais e o uso correto de atribuições é sua única
defesa contra acusações de plágio (BLANCHETTE, 2011).
Como fazer uma bibliografia?
Cada fonte que você
cita deve ser incluído na bibliografia. A bibliografia fica ao final
de seu trabalho e deve incluir todos os autores e obras que você
citou em suas respostas, listadas em ordem alfabética pelo sobrenome
do autor. Cada entrada na lista deve ser assim:
SOBRENOME, Nome. Data de publicação. Título. Título da coletânea, se tiver. Cidade de publicação: editor.
Então no caso de Barth...
BARTH, Fredrik. 2000. “Os grupos étnicos e suas fronteiras”. Em O Guru, O Iniciador. Rio de Janeiro: Contra Capa.
Os trabalhos devem ser entregues impressos, na minha mão, em tinta preta, nas datas listadas acima.
SOBRENOME, Nome. Data de publicação. Título. Título da coletânea, se tiver. Cidade de publicação: editor.
Então no caso de Barth...
BARTH, Fredrik. 2000. “Os grupos étnicos e suas fronteiras”. Em O Guru, O Iniciador. Rio de Janeiro: Contra Capa.
Os trabalhos devem ser entregues impressos, na minha mão, em tinta preta, nas datas listadas acima.
Não se esquece de incluir uma
página de capa! Essa é uma folha que vem no início do trabalho.
Deve incluir:
O título de seu trabalho
Seu nome
O nome e número da disciplina
(FCA 218, Antropologia Cultural).
Um e-mail de contato
....e nada mais
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Aula de 08.10.2013
Bom, gente, as notas melhoraram sensivelmente essa vez! Ótimo! Que fica assim, hein?
ADAIL SOARES DA MOTA JUNIOR 6
ADAIL SOARES DA MOTA JUNIOR 6
BIANCA
PILAR DOS SANTOS 2
BRENDA
IOLANDA SILVA DO NASCIMENTO 4
BRUNA
RODRIGUES QUEIROZ DE ARAUJO 2
CAROLINA
LESSA DE MOURA 6
CATIA
VALLIM MENDES 10
DANIEL
FERREIRA DE MELO
EMILY
DOS SANTOS PEREIRA 4
ERLINE
MACHADO NEVES 6
FELIPE
DA GRACA SANTOS 8
GABRIELA
GUIMARAES GOMES 10
GEORGE
ALBERTO PAMPLONA PACHECO DA CRUZ
HELDER
BARBOSA NASCIMENTO 4
JULIANA
DE SOUZA NEVES
LOHANY
IDARGO DE SOUZA 4
MARCOS
ANTONIO MAIA JUNIOR
MIRNA
RODRIGUES HENRIQUE 8
ORLANDO
DE M. VOGELBACHER 10
PRISCILLA
PEREIRA DANTAS 8
RAFAELA
ALVES DE OLIVEIRA 6
ROMILTON
ALVES GOMES JUNIOR
RUANY
CORREA DA CONCEICAO WAGNER 6
SAMUEL
NOGUEIRA MOURAO 10
STEPHANI
MELO LOPES 10
TAINA
GOLZIO BARQUETA DONNINI 8
TATIANE
PEREIRA XAVIER 10
THAIS
CORREA MOREIRA SIMOES
VICTOR
MATHEUS DOS SANTOS LOPES
VIKTORIA
APARECIDA GOMES SILVA COELHO 8
VITÓRIA
TOBIAS SANTOS 0
Média: 6,52
O link para a "Apostila Modernidade", que deve ser lida para a semana que vem, pode ser encontrado no meu arquivo publico no dropbox, na pasta "Estudos Sócio-Antopologicos": https://www.dropbox.com/sh/hzm12il702n2ic0/UY9GAjhKHm
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
É preciso LER os textos e não só acompanharam as aulas, gente!
Gente, as notas dessa segunda prova foram péssimas e as perguntas não eram tão difíceis assim. Todos os pontos na prova foram discutidos na aula e mesmo assim, a média da turma foi só 3,46!
Noto que um aluno conseguiu uma nota de zero, que não é estatisticamente provável. Mesmo adivinhando as respostas, você deve ganhar pelo menos uma nota de 2,0! E nove de vocês ganharam isto: ou seja, a mesma nota que vocês teriam provavelmente ganhado se tivesse escolhida aleatoriamente suas respostas. Mesmo Samuel, que está se juntando a nós agora e não assistiu uma só aula, nem leu uma só página ainda, ganhou 4,0!
Isto é uma vergonha, gente, e só pode denotar uma coisa: vocês não estão lendo os capítulos selecionados para a aula.
A leitura na universidade é absolutamente fundamental. Não é opcional. Estou tentando fazer perguntas relacionadas com o material que discutimos na aula (dessa última prova, só a quinta pergunta, sobre a revolução do paleolítico superior, não foi tão bem discutida). Estou tentando mastigar o material para vocês. Mas se vocês nem leiam o material - ou leiam em 15 minutos, um pouco antes da prova - garanto que as notas vão continuar nessa média aqui.
Estamos lendo por volta de 20 páginas por semana. Para um leitor competente e atento, isto é o trabalho de uma hora. Mesmo alguém que não está tão acostumado assim com a leitura de textos universitários não deve estar levando mais que três horas para ler esse material.
Vocês devem estar gastando, por média, a mesma quantidade de horas fora da sala de aula estudando que vocês gastam dentro da sala. Dessa maneira, não acho nada excessivo pedir a leitura de 20 páginas por aula.
Lembro que essas provinhas vão constar 50% de sua nota pelo semestre, por tanto, sugiro que vocês leiam os textos com atenção! Se tiver dúvidas, pode conversar comigo, ao vivo ou por internet. Mas 3,46 como média da turma é sacanagem!
Segue abaixo as notas:
Noto que um aluno conseguiu uma nota de zero, que não é estatisticamente provável. Mesmo adivinhando as respostas, você deve ganhar pelo menos uma nota de 2,0! E nove de vocês ganharam isto: ou seja, a mesma nota que vocês teriam provavelmente ganhado se tivesse escolhida aleatoriamente suas respostas. Mesmo Samuel, que está se juntando a nós agora e não assistiu uma só aula, nem leu uma só página ainda, ganhou 4,0!
Isto é uma vergonha, gente, e só pode denotar uma coisa: vocês não estão lendo os capítulos selecionados para a aula.
A leitura na universidade é absolutamente fundamental. Não é opcional. Estou tentando fazer perguntas relacionadas com o material que discutimos na aula (dessa última prova, só a quinta pergunta, sobre a revolução do paleolítico superior, não foi tão bem discutida). Estou tentando mastigar o material para vocês. Mas se vocês nem leiam o material - ou leiam em 15 minutos, um pouco antes da prova - garanto que as notas vão continuar nessa média aqui.
Estamos lendo por volta de 20 páginas por semana. Para um leitor competente e atento, isto é o trabalho de uma hora. Mesmo alguém que não está tão acostumado assim com a leitura de textos universitários não deve estar levando mais que três horas para ler esse material.
Vocês devem estar gastando, por média, a mesma quantidade de horas fora da sala de aula estudando que vocês gastam dentro da sala. Dessa maneira, não acho nada excessivo pedir a leitura de 20 páginas por aula.
Lembro que essas provinhas vão constar 50% de sua nota pelo semestre, por tanto, sugiro que vocês leiam os textos com atenção! Se tiver dúvidas, pode conversar comigo, ao vivo ou por internet. Mas 3,46 como média da turma é sacanagem!
Segue abaixo as notas:
ADAIL
SOARES DA MOTA JUNIOR 6
BIANCA
PILAR DOS SANTOS 4
BRENDA
IOLANDA SILVA DO NASCIMENTO 0
BRUNA
RODRIGUES QUEIROZ DE ARAUJO 6
CAROLINA
LESSA DE MOURA 2
CATIA
VALLIM MENDES 2
DANIEL
FERREIRA DE MELO
EMILY
DOS SANTOS PEREIRA 2
ERLINE
MACHADO NEVES 2
FELIPE
DA GRACA SANTOS 6
GABRIELA
GUIMARAES GOMES 4
GEORGE
ALBERTO PAMPLONA PACHECO DA CRUZ
HELDER
BARBOSA NASCIMENTO 4
JULIANA
DE SOUZA NEVES
LOHANY
IDARGO DE SOUZA 2
MARCOS
ANTONIO MAIA JUNIOR
MIRNA
RODRIGUES HENRIQUE 2
ORLANDO
DE M. VOGELBACHER 6
PRISCILLA
PEREIRA DANTAS 2
RAFAELA
ALVES DE OLIVEIRA 4
ROMILTON
ALVES GOMES JUNIOR
RUANY
CORREA DA CONCEICAO WAGNER 2
SAMUEL
NOGUEIRA MOURAO 4
STEPHANI
MELO LOPES 2
TAINA
GOLZIO BARQUETA DONNINI 4
TATIANE
PEREIRA XAVIER 6
THAIS
CORREA MOREIRA SIMOES 4
VICTOR
MATHEUS DOS SANTOS LOPES 0
VIKTORIA
APARECIDA GOMES SILVA COELHO 2
VITÓRIA
TOBIAS SANTOS 5
Lembro vocês que não terá aula formal na semana que vem, mas que vou estar na sala de aula para responder a perguntas e esclarecer dúvidas. Além disto, vocês tem um mini-trabalho de pesquisa para fazer e entregar daqui a duas semanas (lembrando que a prova daqui a duas semanas será sobre o material dessa semana, ou seja, capítulo 5).
O trabalho é isto: me conta a história da domesticação do milho. Como é que o milho foi domesticado? Sugiro este texto como recurso básico, mas vocês devem também procurar outros.
O trabalho deve ter por volta de 3 páginas escritas e deve incluir uma bibliografia, corretamente referenciando todos os fontes que você usou em sua pesquisa, seguindo as seguintes regras para trabalhos escritos:
O trabalho é isto: me conta a história da domesticação do milho. Como é que o milho foi domesticado? Sugiro este texto como recurso básico, mas vocês devem também procurar outros.
O trabalho deve ter por volta de 3 páginas escritas e deve incluir uma bibliografia, corretamente referenciando todos os fontes que você usou em sua pesquisa, seguindo as seguintes regras para trabalhos escritos:
Regras para trabalhos escritos
Os trabalhos devem ter entre 3 e 5 páginas (de texto, sem contar a
bibliografia e a página de capa), fonte Times New Roman 12, espaço um e meia.
Todas as normas universitárias referentes a plágio e referências bibliográficas
devem ser seguidas.
Se
eu
encontrar qualquer evidências de plágio, o texto será marcado com uma
nota
de 0. Todos os trabalhos devem ser feitos de forma independente.
Portanto, copiar os textos de colegas também será tratado como plágio.
Como evitar o plágio? Atribuições devem ser incluídas no texto cada vez que
você cita as palavras de outro autor ou use as idéias de outro autor – isto
inclui citações da internet. Nota-se que você nunca pode fazer atribuições
demais e o uso correto de atribuições é sua única defesa contra acusações de
plágio.
Como fazer uma atribuição? Simples: cita a fonte, em parênteses, logo após do
material em questão. Assim: (SOBRENOME DE AUTOR, data de publicação: página de
onde retirou o material). Então, se você quer citar, por exemplo o Frederik
Barth sobre a etnicidade, a atribuição correta seria (BARTH, 2000: pagina tal).
Se a idéia do autor é geral, só cita seu nome e a data. Se você não tem a data
de publicação da obra, isto pode ser facilmente encontrada na internet,
buscando pelo título. Em última instância, você pode usar “s/d” (que indica
“sem data”).
Como fazer a citação? Citações diretas devem aparecer entre aspas e devem
ser apresentados por você, o autor do texto. Tipo assim: O antropólogo Thaddeus
Blanchette tem uma opinião importante sobre o plágio. Ele afirma que “você
nunca pode fazer atribuições demais” (BLANCHETTE, 2011). Se a citação for maior
que uma ou duas sentenças, deve indicar isto recuando o texto 5 centímetros,
reduzindo ele a tamanho 11, e o colocando em espaço simples. Assim:
Como evitar o plágio? Atribuições devem ser incluídas no texto cada vez
que você cita as palavras de outro autor ou use as idéias de outro autor – isto
inclui citações da internet. Nota-se que você nunca pode fazer atribuições
demais e o uso correto de atribuições é sua única defesa contra acusações de
plágio (BLANCHETTE, 2011).
Como fazer uma bibliografia? Cada fonte que você cita deve ser incluído na
bibliografia. A bibliografia fica ao final de seu trabalho e deve incluir todos
os autores e obras que você citou em suas respostas, listadas em ordem
alfabética pelo sobrenome do autor. Cada entrada na lista deve ser assim:
SOBRENOME, Nome. Data de publicação. Título. Título da coletânea, se tiver. Cidade de publicação: editor.
Então no caso de Barth...
BARTH, Fredrik. 2000. “Os grupos étnicos e suas fronteiras”. Em O Guru, O Iniciador. Rio de Janeiro: Contra Capa.
Os trabalhos devem ser entregues impressos, na minha mão, em tinta preta, nas datas listadas acima.
SOBRENOME, Nome. Data de publicação. Título. Título da coletânea, se tiver. Cidade de publicação: editor.
Então no caso de Barth...
BARTH, Fredrik. 2000. “Os grupos étnicos e suas fronteiras”. Em O Guru, O Iniciador. Rio de Janeiro: Contra Capa.
Os trabalhos devem ser entregues impressos, na minha mão, em tinta preta, nas datas listadas acima.
Não se esquece de incluir uma página de capa! Essa é uma folha que vem
no início do trabalho. Deve incluir:
O título de seu trabalho
Seu nome
O nome e número da disciplina (FCA 218, Antropologia
Cultural).
Um e-mail de contato
....e nada mais
sábado, 14 de setembro de 2013
Orangotangos planejam viagens
Para quem acha que os outros primatas não têm a capacidade de planejar (de Erline Machado)...
Orangotangos planejam viagens
Estudo produzido pela Universidade de Zurique, na Suíça, indica que a capacidade de planejar uma viagem não é exclusiva dos humanos. Os resultados da pesquisa, publicada na edição de hoje da revista Plos One, sugerem que os orangotangos conseguem programar longos deslocamentos com antecedência e, ainda, informar o roteiro a membros da mesma espécie.
Na análise, os autores estudaram mais de 200 sons emitidos por 15 machos selvagens que habitam o santuário de Suaq Balimbing, na Indonésia. A análise levou à conclusão de que algumas vocalizações servem para comunicar a direção a ser tomada, o que costuma ser feito na noite anterior à partida. Pela manhã, caso decidam mudar os planos anunciados, os bichos podem emitir outros sons, atualizando as informações.
Longas vocalizações, muito altas e audíveis a 1km de distância, são comuns entre orangotangos machos adultos. Essa é uma das formas pelas quais eles organizam a hierarquia do grupo e atraem as fêmeas. O anúncio da rota de viagem busca justamente cumprir essas funções. É como se os machos mandassem duas mensagens: às parceiras, eles informam para onde elas devem ir, e, aos machos que ocupam as posições mais baixas, dizem de onde devem ficar longe.
A estratégia ajuda as fêmeas a se deslocarem até o macho pelo qual se sentem atraídas, o adulto, e a se afastarem dos mais jovens, que as assediam constantemente. “Isso indica que existe uma preferência delas pelos mais experientes”, diz Karin Isler, coautora do trabalho, coordenado pela especialista em primatas Carel van Schaik. “O resultado é consistente com uma ideia que já tínhamos, de que existe uma preferência das fêmeas pelo macho mais poderoso e dominante”, prossegue.
“Apenas machos maduros, com abas ou falanges nas laterais da face e do pescoço, emitem esses sons. Talvez essa característica da fisionomia exista justamente para concentrar a energia do som na direção que desejam emitir a chamada”, especula Isler, indicando ainda que as fêmeas em idade reprodutiva sentem-se atraídas apenas pelos orangotangos que já possuem abas.
Os resultados do trabalho surpreendem o biólogo Anderson Mendes, gerente de Biologia do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro. Isso porque, notoriamente, esses primatas são pouco sociáveis, e chamar os colegas seria uma contradição aos hábitos conhecidos até agora. “Eles são os mais solitários dos grandes primatas, com machos muito territorialistas, que encontram as fêmeas anualmente para copular. Sabíamos que os sons eram emitidos para avisar aos outros que não chegassem perto. Então, eu, particularmente, achei estranho e surpreendente que eles convidem os outros para segui-los”, conta Mendes.
Cativeiro
Segundo Isler, os sons emitidos indicam mais do que a direção. Eles também revelam a identidade dos animais e possuem acústica diferente de outros avisos. A última chamada, dada pouco antes de o macho maduro dormir, fornece uma previsão da rota de viagem até as 16h do próximo dia. As mensagens são enviadas quando os animais estão parados entre um galho e outro, e geralmente duram 80 segundos. No entanto, o trabalho registrou chamadas de até 4 minutos. “Os orangotangos dormem por volta das 18h, então a última chamada é feita com cerca de 22 horas de antecedência. Esse dado sugere que os machos adultos planejam sua rota um dia antes, entre paradas para alimentação e descanso, e a anunciam àqueles que ficaram para trás, em especial às fêmeas”, conta a autora.
Outros grandes primatas, como chimpanzés e bonobos, possuem a mesma habilidade. “Mas, até então, as observações eram feitas em animais de cativeiro. É importante entender como esse processo acontece com primatas selvagens, pois essa capacidade de planejamento poderia ser um subproduto da vida em cativeiro nas habilidades cognitivas”, diz Isler.
Mendes concorda. Ele lembra casos de chimpanzés de cativeiro que enganaram seus tratadores escondendo “munições” que foram disparadas contra os visitantes no dia seguinte à limpeza do espaço em que viviam. Esconderam paus e pedras cuidadosamente no dia anterior para hostilizar quem se atrevesse a chegar mais perto das jaulas. “Se, sempre que recebem visitas, os macacos agridem os visitantes jogando coisas neles, enganar os tratadores para que tenham munição suficiente para o dia seguinte indica que há aí uma certa consciência e capacidade de prever o futuro.”
Essa habilidade, acredita o biólogo, constitui uma vantagem evolutiva que pode ter aparecido a partir de pressões sociais, como as vividas pelos humanos no início da existência da espécie. Esse conhecimento pode ter sido passado de geração em geração ou pode ser também um conhecimento inerente do animal.
O diretor do Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ), Alcides Pissinatti, acredita que o estudo pode ajudar na preservação dos animais. “Eles fazem trajetórias mais ou menos circulares em busca de frutos. Orangotangos têm o quociente de inteligência muito avançado e vocalizam para se comunicar. A degradação do ambiente faz com que criem novas habilidades, e o conhecimento dessas rotas de viagens pode ajudar os pesquisadores a mapear as regiões que estão mais danificadas. Assim, seria mais fácil estabelecer ações de conservação efetivas”, analisa.
E mais um artigo, esse em inglês. Macacos aprendem a flexibilidade verbal vivendo em grupos:
http://www.npr.org/2013/09/13/216440443/what-a-chatty-monkey-may-tell-us-about-learning-to-talkhttp://www.npr.org/2013/09/13/216440443/what-a-chatty-monkey-may-tell-us-about-learning-to-talk
Orangotangos planejam viagens
Estudo produzido pela Universidade de Zurique, na Suíça, indica que a capacidade de planejar uma viagem não é exclusiva dos humanos. Os resultados da pesquisa, publicada na edição de hoje da revista Plos One, sugerem que os orangotangos conseguem programar longos deslocamentos com antecedência e, ainda, informar o roteiro a membros da mesma espécie.
Na análise, os autores estudaram mais de 200 sons emitidos por 15 machos selvagens que habitam o santuário de Suaq Balimbing, na Indonésia. A análise levou à conclusão de que algumas vocalizações servem para comunicar a direção a ser tomada, o que costuma ser feito na noite anterior à partida. Pela manhã, caso decidam mudar os planos anunciados, os bichos podem emitir outros sons, atualizando as informações.
Longas vocalizações, muito altas e audíveis a 1km de distância, são comuns entre orangotangos machos adultos. Essa é uma das formas pelas quais eles organizam a hierarquia do grupo e atraem as fêmeas. O anúncio da rota de viagem busca justamente cumprir essas funções. É como se os machos mandassem duas mensagens: às parceiras, eles informam para onde elas devem ir, e, aos machos que ocupam as posições mais baixas, dizem de onde devem ficar longe.
A estratégia ajuda as fêmeas a se deslocarem até o macho pelo qual se sentem atraídas, o adulto, e a se afastarem dos mais jovens, que as assediam constantemente. “Isso indica que existe uma preferência delas pelos mais experientes”, diz Karin Isler, coautora do trabalho, coordenado pela especialista em primatas Carel van Schaik. “O resultado é consistente com uma ideia que já tínhamos, de que existe uma preferência das fêmeas pelo macho mais poderoso e dominante”, prossegue.
“Apenas machos maduros, com abas ou falanges nas laterais da face e do pescoço, emitem esses sons. Talvez essa característica da fisionomia exista justamente para concentrar a energia do som na direção que desejam emitir a chamada”, especula Isler, indicando ainda que as fêmeas em idade reprodutiva sentem-se atraídas apenas pelos orangotangos que já possuem abas.
Os resultados do trabalho surpreendem o biólogo Anderson Mendes, gerente de Biologia do Jardim Zoológico do Rio de Janeiro. Isso porque, notoriamente, esses primatas são pouco sociáveis, e chamar os colegas seria uma contradição aos hábitos conhecidos até agora. “Eles são os mais solitários dos grandes primatas, com machos muito territorialistas, que encontram as fêmeas anualmente para copular. Sabíamos que os sons eram emitidos para avisar aos outros que não chegassem perto. Então, eu, particularmente, achei estranho e surpreendente que eles convidem os outros para segui-los”, conta Mendes.
Cativeiro
Segundo Isler, os sons emitidos indicam mais do que a direção. Eles também revelam a identidade dos animais e possuem acústica diferente de outros avisos. A última chamada, dada pouco antes de o macho maduro dormir, fornece uma previsão da rota de viagem até as 16h do próximo dia. As mensagens são enviadas quando os animais estão parados entre um galho e outro, e geralmente duram 80 segundos. No entanto, o trabalho registrou chamadas de até 4 minutos. “Os orangotangos dormem por volta das 18h, então a última chamada é feita com cerca de 22 horas de antecedência. Esse dado sugere que os machos adultos planejam sua rota um dia antes, entre paradas para alimentação e descanso, e a anunciam àqueles que ficaram para trás, em especial às fêmeas”, conta a autora.
Outros grandes primatas, como chimpanzés e bonobos, possuem a mesma habilidade. “Mas, até então, as observações eram feitas em animais de cativeiro. É importante entender como esse processo acontece com primatas selvagens, pois essa capacidade de planejamento poderia ser um subproduto da vida em cativeiro nas habilidades cognitivas”, diz Isler.
Mendes concorda. Ele lembra casos de chimpanzés de cativeiro que enganaram seus tratadores escondendo “munições” que foram disparadas contra os visitantes no dia seguinte à limpeza do espaço em que viviam. Esconderam paus e pedras cuidadosamente no dia anterior para hostilizar quem se atrevesse a chegar mais perto das jaulas. “Se, sempre que recebem visitas, os macacos agridem os visitantes jogando coisas neles, enganar os tratadores para que tenham munição suficiente para o dia seguinte indica que há aí uma certa consciência e capacidade de prever o futuro.”
Essa habilidade, acredita o biólogo, constitui uma vantagem evolutiva que pode ter aparecido a partir de pressões sociais, como as vividas pelos humanos no início da existência da espécie. Esse conhecimento pode ter sido passado de geração em geração ou pode ser também um conhecimento inerente do animal.
O diretor do Centro de Primatologia do Rio de Janeiro (CPRJ), Alcides Pissinatti, acredita que o estudo pode ajudar na preservação dos animais. “Eles fazem trajetórias mais ou menos circulares em busca de frutos. Orangotangos têm o quociente de inteligência muito avançado e vocalizam para se comunicar. A degradação do ambiente faz com que criem novas habilidades, e o conhecimento dessas rotas de viagens pode ajudar os pesquisadores a mapear as regiões que estão mais danificadas. Assim, seria mais fácil estabelecer ações de conservação efetivas”, analisa.
E mais um artigo, esse em inglês. Macacos aprendem a flexibilidade verbal vivendo em grupos:
http://www.npr.org/2013/09/13/216440443/what-a-chatty-monkey-may-tell-us-about-learning-to-talkhttp://www.npr.org/2013/09/13/216440443/what-a-chatty-monkey-may-tell-us-about-learning-to-talk
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Semana do 10.09.2013
Lembrando todos que não vamos ter uma aula na semana que vem, mas que vocês já devem ir adiante lendo os capítulos 4 e 5 para nossa próxima aula (que também terá uma prova referente ao material de capítulos 3 e 4).
Compartilho com vocês um quadrinho do sempre excelente SMBC (para vocês praticaram seu inglês, tb....):

...e, finalmente, aqui estão as notas da primeira prova:
Compartilho com vocês um quadrinho do sempre excelente SMBC (para vocês praticaram seu inglês, tb....):

...e, finalmente, aqui estão as notas da primeira prova:
ADAIL
SOARES DA MOTA JUNIOR 4
BIANCA
PILAR DOS SANTOS 4
BRENDA
IOLANDA SILVA DO NASCIMENTO 6
BRUNA
RODRIGUES QUEIROZ DE ARAUJO 8
CARLOS
ROBERTO DE SOUZA JUNIOR 0
CAROLINA
LESSA DE MOURA 10
CATIA
VALLIM MENDES 8
DANIEL
FERREIRA DE MELO 4
EMILY
DOS SANTOS PEREIRA 4
ERLINE
MACHADO NEVES 2
FELIPE
DA GRACA SANTOS 6
GABRIELA
GUIMARAES GOMES 4
GEORGE
ALBERTO PAMPLONA PACHECO DA CRUZ 0
HELDER
BARBOSA NASCIMENTO 6
JULIANA
DE SOUZA NEVES 0
KAUA
NASCIMENTO BARROS DE VASCONCELLOS 0
KELLY
DA SILVA SANTOS 0
LEONARDO
BARBOSA GOMES 0
LOHANY
IDARGO DE SOUZA 4
LUIZ
BERNARDO CARNEIRO DA SILVA BAPTISTA 0
MARCOS
ANTONIO MAIA JUNIOR 0
MIRNA
RODRIGUES HENRIQUE 8
MONIQUE
DA CUNHA MORAES 0
ORLANDO
DE M. VOGELBACHER (inscriçâo?) 10
PEDRO
OCTAVIO LIMA BRANCO 0
PRISCILLA
PEREIRA DANTAS 2
RAFAELA
ALVES DE OLIVEIRA 8
ROMILTON
ALVES GOMES JUNIOR 0
RUANY
CORREA DA CONCEICAO WAGNER 6
SAMUEL
NOGUEIRA MOURAO 0
STEPHANI
MELO LOPES 8
TAINA
GOLZIO BARQUETA DONNINI 0
TATIANE
PEREIRA XAVIER 8
THAIS
CORREA MOREIRA SIMOES 6
THAYANE
ESTELLET BUZZI 0
VICTOR
MATHEUS DOS SANTOS LOPES 0
VIKTORIA
APARECIDA GOMES SILVA COELHO 10
VINICIUS
GARCIA DE OLIVEIRA 0
VITÓRIA
TOBIAS SANTOS 4
Atenção Orlando! Verifique que você está inscrita na aula, pois seu nome não consta na chamada!
Atenção Orlando! Verifique que você está inscrita na aula, pois seu nome não consta na chamada!
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Ementa do novo semestre, 2.2013
Estudos Sócio-Antropológicos
Prof. Thaddeus Gregory Blanchette
2013- 2
Terças, 17-21:30, Polo Barreto
O
curso busca apresentar o campo dos estudos de sociologia e antropologia para os
alunos do curso de biologia. Entre os tópicos estudados serão: A seleção
natural e a mente humana. O conceito do superorgânico na Antropologia. A
construção da visão do sociocultural e a gênese do pensamento
socio-antropológico: evolucionismo, colonialismo, urbanismo e capitalismo
(hegemonia do pensamento positivista). Evolução social e materialismo. Marx,
Durkheim e Weber: as bases clássicas do pensamento sociológico. De raça a
cultura: Galton, Spencer, Tylor e Boas. O método etnográfico: a construção do
outro primitivo. Etnocentrismo e relativismo cultural. Fundamentos históricos
da formação sócio-cultural brasileira; Formas de desigualdade e discriminação
no Brasil: raça e etnia; gênero; classe. A pluralidade sóciocultural
brasileira: algumas expressões.
Notas: 25%, participação na
aula, 50% provas na aula, 25% trabalho de pesquisa independente.
20.08, 27.08, 10.09, 24.09, 1.10 Evolução e a Natureza Humana.
Leituras: Haviland, et al. Princípios da Antropologia. Capítulos 3,
4, 5, 6
Lévi-Strauss, Claude. “Natureza
e cultura”.
08.10, 15.10, 22.10, 29.10 Os
fundamentos da sociologia
Leituras: Quintaneiro, T. et al. Um Toque dos Clássicos
5.11, 12.11, 3.12, 10.12, 17.12 Antropologia
e Cultura.
Leituras: Laraia, Roque. Cultura
Gould, S. J.
“Introdução”, A Falsa Medida do Homem
Mauss, Marcel.
“A expressão obrigatória dos sentimentos”.
Assinar:
Postagens (Atom)
